

Considera-se quando existe pressão criada por um grupo de pessoas ou organização que tem como actividade influenciar, aberta ou secretamente, decisões do poder público, especialmente do poder legislativo, em favor de determinados interesses privados. Pressões e manipulações exercidas por lobbies também são observadas em outras instâncias do poder público (Executivo, Judiciário), e também sobre os meios de comunicação. Nos Estados Unidos ou na Bélgica o lóbi é uma atividade considerada como parte do processo político, ser lobista é uma profissão reconhecida e a actividade em si é regulamentada por leis. Em outros países como em Portugal ou Brazil a actividade é informal e não regulamentada, o que pode facilitar tráfico de influências e por consequência, corrupção. Existem actualmente cerca de 15.000 lobistas em Bruxelas, mais de 70% pertence a grandes empresas, 20% defende os interesses de regiões e cidades, apenas 10% representa organizações não governamentais como ex:sindicatos ou grupos de protecção do ambiente. Ninguém pode ignorar a força que o Lóbi tem vindo a adquirir no panorama europeu. É uma actividade que exige bases sólidas em direito e política, boas capacidades de comunicação e constante actualização, talvez por isso muitos lobistas profissionais tenham pertencido a governos ou instituições comunitárias. A gravidade aumenta porque mesmo havendo regulamentação a tendência é adoptarmos estratégias de lóbi ainda mais duras, que poderão incluír práticas como a manipulação, destabilização ou desinformação e veja-se o exemplo dos EUA onde a legislação é rigorosa e se notam vários abusos.
Mais valia que ... no caso particular de Portugal fossem analisadas as consequências negativas por falta de fiscalização na aplicação e distribuição dos fundos comunitários porque apesar dos progressos registados, é um país que serve de exemplo como fracasso na aplicação de fundos na formação, na agricultura, no desenvolvimento regional, e por aí fora...